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Desabafos De Todos Os Tipos E Feitios

X tipos de fregueses

X porque ainda não sei o que vai sair deste meu cérebro, podem ser 2 como podem ser 13. Ora comecemos lá a classificar as pessoazinhas amorosas que são responsáveis por carradas de depressões e esgotamentos da classe trabalhadora:

 

Dora a Exploradora:

Ela (ou ele) entra, olha, investiga: este sujeitinho (ou sujeitinha) é mestre em explorar os cantos do estabelecimento e encontrar tudo o que há para encontrar, principalmente se forem falhas.

 

O Mirone:

Ele chega, ele sente-se e ele olha, e olha, e continua a olhar…e continua olhar...e continua. Olha fixamente para o funcionário até que se levanta e se vai embora.

 

O Alquimista:

Pede para fazer as misturas mais estranhas. Começa por pedir uma bebida de requinte e depois pede gasosa para misturar.

 

O Abutre:

Este indivíduo tem faro: cheira-lhe a consumo alheio, aproxima-se logo. Ronda os clientes consumidores na esperança que alguém lhe compre algo. Em casos extremos, chega mesmo a comer o que alguém deixou na mesa. Nas horas vagas também pode ser mirone. (Horas vagas= estabelecimento vazio)

 

O Coleccionador:

Há vários, desde o coleccionador de pacotinhos de açúcar, ao de chávenas de café…

 

O Viking:

Ele entra para conquistar. É tudo dele e tudo à volta são meros danos colaterais. Ele grita, ele salta, ele parte a casa toda se for preciso. Ele tem habitualmente menos de 6 anos.

 

O Carente:

Este pobre coitado precisa de desabafar e ser ouvido, daí vai para o balcão abrir a alma e despejar tudo o que complica a sua existência, com banda sonora do moinho de café e da máquina de lavar louça.

 

O Engenhocas:

Caracterizado pela síndrome do “nunca 'tá' quieto” é incapaz de ter algo na mão sem o estar a dobrar e a introduzir num sítio qualquer (sem duplos significados. Espero eu). Se há forma de enfiar uma colher de café num gargalo de garrafa, este sujeito é a pessoa indicada para demonstrar a proeza.

 

O Bob o Construtor:

A arte de transformar o açúcar em cimento é algo que caracteriza este freguês. Faz as suas obras no fundo da chávena de café, deixando esta com o que aparenta ser uma gruta repleta de estalagmites e outras formações "açucareiras" no seu interior. É habitual deixar vestígios da matéria-prima no meio envolvente.

 

O Agricultor :

Se pediu bolo planta migalhas, se pediu café planta açúcar e rega-o com umas gotitas do dito líquido. Ele planta tudo e não colhe nada, porque limpar minimamente que é bom, 'tá' quieto.

 

Estes são os 10 que me ocorrem, decerto há mais, se vos ocorrer algum, não se acanhem e façam o favor de mencionar.