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Desabafos De Todos Os Tipos E Feitios

Tino à presidência!

E botem manteiga nisso! Porque pão com manteiga é (tão) bom! Desculpem, foi mais forte que eu.

 

Vitorino Silva, mais conhecido como Tino de Rans, apresentou a sua candidatura a Belém entregando as suas 8.118 assinaturas em sete caixotes e um cesto de vindimas. Gostei da originalidade.

 

Tino de Rans apresentou a sua candidatura para “devolver a alegria ao povo”. Ora aqui está o primeiro candidato com um objetivo que me parece concretizável, ou pelo menos quase. A avaliar pela audiência que programas como Herman José e os Malucos do Riso tiveram e têm, despertar o sentido de humor dos portugueses, não me parece complicado.

 

Confesso, e perdoem-me pelo pensamento, que sempre que imagino este senhor como presidente e em visita presidencial a um país, só o consigo imaginar a cantar o seu sucesso musical do pão com manteiga. O que me deixa triste. Ainda se fosse um pãozinho com uma alheira, ou um chouriçinho, sempre tinha uma componente mais patriótica, agora manteiga? 

 

Mas agora a sério, acho muito bem que se tenha candidatado. Outra das suas razões é dar protagonismo ao povo, que até agora tem sido sempre figurante. A falar em figuras, para os que não sabem ler, o que ao que me parece não são assim tão poucos neste país, aconselha-se que perguntem a ordem pela qual os candidatos são apresentados e decorem a posição, que desta vez não há símbolos para ajudar na escolha, ao que me parece. 

Nem tudo é selfie pá!

Pessoas…a ver se nos entendemos: Selfies, nome que decidiram dar ao que já se fazia há carradas de tempo, muito antes das câmaras frontais presentes em smartphones e afins, são só e apenas aquelas que são tiradas por uma das pessoas que aparece na foto, ok? Sim? Percebido?

 

Como ver isto? Simples, ou se vê um braço esticado ou então o que aparenta ser uma muleta, daquelas de alumínio, numa das margens da foto, que levará à conclusão que um selfie stick foi utilizado…ou então que uma pessoa de terceira idade está a utilizar a muleta como apontador ou como cassetete. Mas isso é toda uma outra história.

 

E lá está, originalmente selfie era um auto-retrato e que eventualmente teria pessoas em 2º plano, agora com a dita muleta, aparece a família toda e os vizinhos. Mas adiante.

 

O que não se considera selfie, é quando se deixa o “aparelhómetro” fotográfico sozinho com auto temporizador, se dá uma corridinha e click: tem-se a fotografia. Isso é uma fotografia. Não há cá selfie nenhuma. Raio de mania.

Vão-se encher de moscas…e Boas Festas também para vocês

Passado o tão ansiado dia de Natal, e a propósito, Feliz Natal a quem estiver a ler isto, é chegado o momento de falar de… pessoas. Se podia falar das camisolas lindas que foram utilizadas ontem? Podia, mas não era a mesma coisa.

 

Hoje apetece-me falar das alminhas inconformadas com o mundo, e com todos os habitantes que vivem nele. Sim essas, as que ontem estavam a desejar Feliz Natal e carradas de coisas boas para as pessoas e hoje sentam-se a enxovalhar alguém. Adoro o Espírito Natalício, pena é ser tão efémero e durar coisa de 3 segundos.

 

O curioso neste tipo de pessoas, é que sofrem de um síndrome qualquer que se agrava quando entra em contacto com pessoas que padecem do mesmo mal, e depois quase parece o milagre: multiplica mais que o pão. Uns lançam achas para a fogueira, mas estas têm a capacidade de fazer a madeira, a acendalha e o fósforo. Aliás, nem precisavam de fósforo visto que quase que cospem fogo, ou será mesmo veneno? Se o veneno for combustível, deve ser isso.

 

Ok, fico-me por aqui. Nitidamente este não está a ser um Sábado fácil. Por outro lado o peru estava bom e o tronco de Natal também. Nem tudo é mau.

 

Boas Festas a propósito, principalmente para quem atura almas inconformadas com frequência.

 

Às pessoas *#%*#! deste mundo: vão-se encher de moscas…E Boas Festas também para vocês.

 

P.S: Espero que o Karma exista.

Saga Natalícia

Capitulo 1- A decoração

 

Tudo começa por aqui, começam a surgir as luzes em tudo o que é superfície, ou até mesmo em suspensão qual trapezista de circo. Depois são os inúmeros pais natal a trepar escadas para chegar a telhados. Escadas? Toda a gente sabe que o trenó fica suspenso no ar perto de chaminé, à semelhança da nuvem mágica do dragon ball… raios do consumismo, estraga isto tudo.

Depois temos a árvore. Há toda uma ciência para a decorar. Primeiro é desembrulhar as luzes que foram decerto alvo dos primos das calorias, aqueles bichinhos que andam no armário a apertar roupa. Ora, estes têm como passatempo fazer ninhos com correntes de luzes, porque nitidamente aquilo não foi arrumado daquela maneira. Segue-se a experimentação, e "tchanam": os bichitos não só treinaram a sua técnica de tricô nas luzes, como também fundiram metade.

 

Capitulo 2 – As prendas

 

Para muitos este é o capítulo 2 horas antes das 00h, mas neste caso vai ser o 2º. Há que comprar prendas para a família, para a troca de prendas do trabalho, e para os amigos. Regra: não conheces bem a pessoa? Olha que linda caixa de chocolates. Esta caixa pode acabar por ficar em casa se o típico “olha outra caixa de chocolates que eu não gosto tanto, mas que serve perfeitamente para oferecer e até é jeitosinha” acontecer.

 

Capitulo 3 – O embrulho

 

Esperar 3 séculos na fila para embrulhar as prendas, ou ir ao self-service e fazer o serviço? Hipótese C claro: levar metade do rolo/ das folhas do self-service para casa, dá para este ano e para o próximo, ainda com sobras se alguma coisa correr mal.

 

Capítulos 4 – A comida

 

Bacalhau ou peru? Os dois, claro. Há sempre pessoal que não gosta da viscosidade da cara do bacalhau, e os outros que não passam sem ela no Natal. Facto é que é bem provável que ambos estejam sentados à mesma mesa, portanto quer-se um peru inteiro e recheado. Conclusão: Há peru para o resto do mês, em diferentes variantes.

 

Capítulo 5 – A espera

 

Ninguém acaba de jantar à meia noite. Nem perto, restam horas longas e desesperantes de espera, em que não há nada para fazer se não encher o bandulho de filhoses e rabanadas, Bolo-Rei e tronco de Natal. Claro está que tirar tudo o que é fruta cristalizada e passas do Bolo-Rei, sempre ocupa um certo tempo, afinal é um trabalho de perícia.

Lá está, se não houver miúdos não se espera até à meia-noite. Cambada de gente impaciente.

 

Capitulo 6 – A entrega das prendas

 

Há sempre aquela pessoa a quem tu entregas a prenda e ela diz para abrires tu. Desconfio sempre que a pessoa não vê patavina ao perto, e não quer fazer figura de urso em busca da margem do papel. Mas adiante, há também aquela pessoa que te diz para não rasgares o papel porque podes usar para o ano e se não o quiseres tu, leva-o ela, acabando assim com o frenesim desejado de rasgar o papel como se não houvesse amanhã.

O próximo passo é sorrir, não interessa se são as meias mais foleiras que alguma vez viste, é má educação mostrar desagrado. No dia a seguir podes guardá-las nos confins das gavetas onde vão ficar esquecidas para a eternidade. Mas guarda-as, assim quando perguntarem “Então e as meias?” podes responder “sim, sim, tenho-as lá guardadas” é sempre bom guardar roupa nova. Sempre.

 

E fico por aqui que isto já está longo e eu estou um bocado cansada de dar ao dedo. Aproveito para dizer: vai comprar as prendas malandro!

E é isto.

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

 

Antes de mais espero que esta febre da OMS considerar tudo "veneno" não tenha afectado as criancinhas que te deixam comida, caso contrário este ano só comes alpista. Para além disto espero que o teu trenó tenha passado na inspecção e que não tenhas aldrabado os resultados de gases emitidos pelas tuas renas. Não te rias, vacas já fizeram explodir edifícios, se tivesse sido contigo, não achavas tanta piada.

 

Soube que houve casamento entre dois duendes, não fiquei surpreendida, ouvi dizer que ser gay está na moda. Acerca deles terem adoptado um piqueno, acho que a pobre criança vai ser muito gozada na escola: chamar-lhe Gervásio foi cruel. Há pais que realmente não pensam no futuro das crianças. Mas pronto, se não for pelo nome há-de ser por outra coisa qualquer. Também ouvi dizer que Deus criou o homem porque a mãe do senhor não sabia fazer pénis, portanto parece-me que o que está na moda é dizer coisas sem grande nexo, para não dizer mesmo estúpidas.

 

Bem, já que te estou a escrever aproveito e faço pedidos:

 

Gostava que desses à minha mãe dinheiro suficiente para eu poder ir para Paris e ela me sustentar lá. E já que estou a pedir, também podes convencer os meus amigos a pagarem-me algumas coisitas. Estou a observar algum favoritismo nestes aspectos para algumas pessoas, Pai Natal. Que é feito da imparcialidade?

 

Ia pedir uns suplementos para a minha avó, mas a avaliar pelas pessoas que fazem a promoção, parece-me que entre o comprimido branco e o vermelho há ali uma substância qualquer que contrai os músculos faciais de forma a que a pessoa fica incapaz de não mostrar as dentuças. E a minha avó não gosta da placa dela… Portanto um par de meias parece-me uma opção bem mais segura.

 

Bem, por este ano fico-me por aqui.

 

Até para o ano e se passares pela China, não te esqueças de levar ar engarrafado.

X tipos de fregueses

X porque ainda não sei o que vai sair deste meu cérebro, podem ser 2 como podem ser 13. Ora comecemos lá a classificar as pessoazinhas amorosas que são responsáveis por carradas de depressões e esgotamentos da classe trabalhadora:

 

Dora a Exploradora:

Ela (ou ele) entra, olha, investiga: este sujeitinho (ou sujeitinha) é mestre em explorar os cantos do estabelecimento e encontrar tudo o que há para encontrar, principalmente se forem falhas.

 

O Mirone:

Ele chega, ele sente-se e ele olha, e olha, e continua a olhar…e continua olhar...e continua. Olha fixamente para o funcionário até que se levanta e se vai embora.

 

O Alquimista:

Pede para fazer as misturas mais estranhas. Começa por pedir uma bebida de requinte e depois pede gasosa para misturar.

 

O Abutre:

Este indivíduo tem faro: cheira-lhe a consumo alheio, aproxima-se logo. Ronda os clientes consumidores na esperança que alguém lhe compre algo. Em casos extremos, chega mesmo a comer o que alguém deixou na mesa. Nas horas vagas também pode ser mirone. (Horas vagas= estabelecimento vazio)

 

O Coleccionador:

Há vários, desde o coleccionador de pacotinhos de açúcar, ao de chávenas de café…

 

O Viking:

Ele entra para conquistar. É tudo dele e tudo à volta são meros danos colaterais. Ele grita, ele salta, ele parte a casa toda se for preciso. Ele tem habitualmente menos de 6 anos.

 

O Carente:

Este pobre coitado precisa de desabafar e ser ouvido, daí vai para o balcão abrir a alma e despejar tudo o que complica a sua existência, com banda sonora do moinho de café e da máquina de lavar louça.

 

O Engenhocas:

Caracterizado pela síndrome do “nunca 'tá' quieto” é incapaz de ter algo na mão sem o estar a dobrar e a introduzir num sítio qualquer (sem duplos significados. Espero eu). Se há forma de enfiar uma colher de café num gargalo de garrafa, este sujeito é a pessoa indicada para demonstrar a proeza.

 

O Bob o Construtor:

A arte de transformar o açúcar em cimento é algo que caracteriza este freguês. Faz as suas obras no fundo da chávena de café, deixando esta com o que aparenta ser uma gruta repleta de estalagmites e outras formações "açucareiras" no seu interior. É habitual deixar vestígios da matéria-prima no meio envolvente.

 

O Agricultor :

Se pediu bolo planta migalhas, se pediu café planta açúcar e rega-o com umas gotitas do dito líquido. Ele planta tudo e não colhe nada, porque limpar minimamente que é bom, 'tá' quieto.

 

Estes são os 10 que me ocorrem, decerto há mais, se vos ocorrer algum, não se acanhem e façam o favor de mencionar.

A minha maleita é pior que a tua

A Dona Maria foi ao senhor doutor, porque tinha uma dor a atormentá-la. São 7 da manhã e já está a Dona Gertrudes à espera. Eis que começam a falar do que as traz ali:

 

A dona Maria sofre muito, tem uma dor na perna que não a deixa andar.

 

Ah! Mas isso não é nada, a dona Gertrudes tem dores nas duas pernas! Uma das quais é ciática.

 

Mas isso não é nada!! A dona Maria também tem ciática, dores de rinses e arretroses.

 

Mas comparado com as hemorróidas da dona Gertrudes, o que são dores de rinses e arretroses? Nada.

 

Numa coisa elas concordam: há muita gente que vai para o médico fazer choradinho, até na sala de espera! Enquanto elas sofrem mas não se queixam a ninguém.

 

(Em exibição numa sala de espera perto de si)

Novas filosofias

Bons eram os velhos tempos em que “Faz tudo como se alguém te contemplasse” tinha o intuito de levar as pessoas a comportarem-se de forma dita respeitável e própria, sempre, a toda a hora e a todo o momento. Hoje em dia é mais “Faz tudo para que alguém te contemple” nem que isso signifique ir para um supermercado de tanga… ou passar a auto-estrada a correr com a dita.

 

Vá, não sejamos limitados. A frase de Epicuro ainda se mantém. Numa modernização seria mais “Faz tudo como se estivesses a ser filmado e prestes a "ser partilhado" nas redes sociais”. Resumindo, não fosse esta moda de partilhar tudo online, uma pessoa podia cair em paz e sossego e não acabar numa compilação das “10 melhores quedas que não vais querer perder”. Mas muitas delas foram executadas aquando de um momento de exibicionismo, por tanto não se podem queixar muito. Mostraram a peripécia, não foi a que pretendiam mostrar, mas alcançaram os tão desejados 2.3 segundos de fama: nem tudo é mau.

 

É daquelas coisas: “não interessa se falam bem ou mal, o que interessa é que falem”.

Hoje em dia é preferível ser conhecido por ser “palhaço” do que ficar no terrível anonimato.

Que posso eu dizer? As pessoas são estranhas.

Não sabe a alcool!

Se todos os teus amigos bebem, é possível que não entendas este post. A menos que sejas um convertido (fraquinho!) ou sejas um “conversor”…se fazes parte deste último grupo e se te sentires de alguma forma afrontado, temos pena. Não, por acaso não temos.
Passando ao que interessa, falemos das alminhas inconformadas que não entendem que há pessoal que não bebe. Passo a exemplificar:

 

"Não bebes? Mas não bebes porquê?"
"Não gosto"
"Vou pedir uma cena que vais gostar, sabe a sumo"

 

Se sabe a sumo, bebo sumo não? Mania de achar que o álcool tem de ser consumido assim como símbolo que marca já não teres 3 anos. Depois vês aqueles que com tantos "sabe a sumo" voltaram à infância e já não têm equilíbrio, relembrando assim a sensação de dar os primeiros passos. Fica mesmo lindo. Mas pronto se gostam da sensação, quem sou eu para contrariar. Cada um bebe o que quer, inclusive suminho.

Continuando com o exemplo:

 

“Obrigada, mas não quero mesmo.”

Eit, és mesmo x” (substitua-se o x por qualquer adjectivo pejorativo utilizado com o intuito de inferiorizar o individuo que não bebe álcool. Ex: cortes, fraquinho, copinho de leite, e toda uma gama imensa de coisas piores, tenho a certeza)

 

É aqui que vemos o estofo de cada um. Há os que cedem e toca a emborcar, há os que provam e há os que negam e continuam a negar até que o “conversor” arranje outro passatempo ou até a paciência se esgotar e… bem, ou se vai embora ou começa à batatada: há pessoas para tudo.

Quero a cadeira

Bem sei que a Rádio Comercial se antecipou a mim, e olhem que já tinha começado a escrever antes deles.. mas mesmo assim ainda vou a tempo..

Caros, apresento-vos mais uma musiquinha (ou pelo menos a letra). Desta vez temos como protagonista António Costa.

 

Quero a cadeira

 (instrumental de “Estou na Lua”, dos lunáticos)

 

Andava o Costa atrás do tacho,

Como um bêbado, atrás de um borracho.

Desesperado, foi à esquerda aos vizinhos

Deu-lhes um abraço e dois beijinhos

 

“Mas porque hei de eu perder?

Vou mas é p’rá assembleia

Pôr-me a magicar

Não votaram em mim…Que importa?

Eu vou ganhar!

 

Quero a cadeira!

Não me importa o povo, a votação

O que eu disse antes era só jajão.

Só jajão, só jajão!

 

Lá continuei eu,

Em busca do lugar

Os verditos

Vieram mesmo a calhar

 

Despachei o Coelho e o Portas,

Com a constituição

Nem foram precisas batotas

 

Escrevi propostas promissoras…

Que importa se são ilusórias?

Preparei-me para governar

 

Quero a cadeira!

Não me importa mudar de posição,

O que eu disse antes era só jajão

Só jajão, só jajão!!