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Desabafos De Todos Os Tipos E Feitios

As doenças da moda

Aparentemente a intolerância à lactose é moda. Qualquer sanita que tenha sido alvo dos efeitos de uma, pode de certo confirmar o quão glamorosa esta moda é, e as inúmeras vantagens de aderir. Deve ser assim semelhante ao cancro, com a quantidade de mortes recentes devido ao cancro, só pode ser moda. É que não há outra explicação. 

 

Bem, certo é que depois de ouvir certas coisas, uma pessoa pensa se no meio dos voluntários que tomaram a molécula no ensaio clínico que pôs 6 pessoas no hospital, uma com morte cerebral e as restantes com danos irreversíveis, não estariam também os indivíduos que se têm manifestado com certas pérolas ultimamente. E não, desta vez a culpa não é da cannabis. Pelo menos no caso do ensaio clínico não é, no resto já não digo nada.

 

Os não especiais

Entendam-se como especiais, os coitadinhos e os extraordinários.

 

Estava com uma doença terminal e sobreviveu? Temos herói. Não interessa que antes da doença pontapeava gatinhos e mandava piropos altamente escabrosos a pessoas. Mas atenção, antes de ser Herói já era especial: “olha coitadinho, tem cancro”. Os que morreram coitados, não resistiram.

 

A síndrome do coitadinho é bastante semelhante com a síndrome de santidade, um atribui o adjectivo coitadinho a doentes, o outro atribui a santidade a defuntos. Huh, de repente ficou um ambiente pesado.

 

Continuemos:

 

Teve 20 a tudo na escola? Extraordinário! É um exemplo! É mau aluno? Coitadinho, não é muito inteligente. Tem notas médias? Isso não é nada de especial. É só a obrigação dele. Não é suficientemente especial para ser coitadinho e é preguiçoso para ser um exemplo.

 

Sustenta uma família com o ordenado mínimo? Não é especial, há pessoas a passar fome e pessoas a ganhar rios de dinheiro. Que me interessa se tem 4 filhos, todos a estudar, não vai de férias, nenhum deles tem smartphone e não têm TV cabo? Há quem passe fome e tenha isso tudo, logo só não tem mordomias quem não quer. Chega mesmo a ser burro: é poupado o desgraçado.

 

Queremos extremos.Se és saudável não tens direito a que te realizem desejos: vais ter tempo. Provavelmente não os vais realizar porque são algo supérfluo e não vais querer arriscar, preferirás assegurar a comida do ano seguinte. Mas também quem quer saber dos teus sonhos? O que te torna especial para que eles interessem a alguém? Afinal não estás doente nem a passar fome, não foste um dos casos mediáticos da semana, nem tens um parecido. Lamento, mas és um não especial.

 

E a vida não está fácil para os não especiais.