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Desabafos De Todos Os Tipos E Feitios

Os debates das Presidenciais

Debates políticos, que coisa aborrecida. Eu bem tento, juro que sim, mas o meu cérebro a cada 5 segundos teima em encontrar algo fascinante no comportamento da mosca que está parada na parede há coisa de 2 horas. É vergonhoso, eu sei. Não basta isto, os momentos em que estou com atenção só me vêm à cabeça coisas sarcásticas, como o facto de que o senhor Henrique Neto se deveria chamar Henrique Avô e sempre que ouço Sampaio da Nóvoa, o meu cérebro teima em ouvir Nódoa. Terrível, bem sei. 

 

Mas não é da minha incapacidade de ouvir do principio ao fim os debates que venho falar hoje, e sim, da necessidade que existe em alterar o formato destes. Estava a tentar ouvir a senhora Maria de Belém a enumerar todos os cargos políticos que já desempenhou quando me ocorreu que o que falha nestes debates é precisamente o formato. 

 

Há que cativar o eleitorado, já que pelo conteúdo não conseguem, visto que já sabemos que são todos uns porreirinhos, que querem é melhorar o país porque isto está muito mau, e há uma Constituição para cumprir, e não é preciso complicar, e há que ressuscitar os valores conquistados a 25 de Abril e essas coisas todas muito lindas. Soluções práticas que é bom, não se ouve em lado nenhum, logo parece-me mesmo que o formato mais indicado deveria ser algo mais relacionado com o entretenimento:

 

Pusessem os candidatos todos numa poça de lama rodeada por rede, vestidos com fatinhos de Lycra, e algo me diz que a audiência dispararia...pronto ok, Lycra é melhor não, não queremos causar danos irreversíveis nas audiências mais sensíveis. Podem ir mesmo com o fatinho todo engomado, é capaz de criar mais impacto assim.  

 

Digam lá, se não paravam para ver a Maria de Belém a puxar cabelos à Marisa, que ripostava esfregando uma amálgama de lama na cara da adversária? Ou mesmo Vitorino Silva utilizando técnicas centenárias dos agricultores de Rans contra todos os adversários e arruinando fatiotes de alta costura?

 

Acho que temos aqui uma ideia com mérito. 

 

Tino à presidência!

E botem manteiga nisso! Porque pão com manteiga é (tão) bom! Desculpem, foi mais forte que eu.

 

Vitorino Silva, mais conhecido como Tino de Rans, apresentou a sua candidatura a Belém entregando as suas 8.118 assinaturas em sete caixotes e um cesto de vindimas. Gostei da originalidade.

 

Tino de Rans apresentou a sua candidatura para “devolver a alegria ao povo”. Ora aqui está o primeiro candidato com um objetivo que me parece concretizável, ou pelo menos quase. A avaliar pela audiência que programas como Herman José e os Malucos do Riso tiveram e têm, despertar o sentido de humor dos portugueses, não me parece complicado.

 

Confesso, e perdoem-me pelo pensamento, que sempre que imagino este senhor como presidente e em visita presidencial a um país, só o consigo imaginar a cantar o seu sucesso musical do pão com manteiga. O que me deixa triste. Ainda se fosse um pãozinho com uma alheira, ou um chouriçinho, sempre tinha uma componente mais patriótica, agora manteiga? 

 

Mas agora a sério, acho muito bem que se tenha candidatado. Outra das suas razões é dar protagonismo ao povo, que até agora tem sido sempre figurante. A falar em figuras, para os que não sabem ler, o que ao que me parece não são assim tão poucos neste país, aconselha-se que perguntem a ordem pela qual os candidatos são apresentados e decorem a posição, que desta vez não há símbolos para ajudar na escolha, ao que me parece.