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Desabafos De Todos Os Tipos E Feitios

Dúvidas existenciais

Há coisas que me fazem confusão, que me deixam a pensar sobre a humanidade e as ideias peregrinas que ela tem. Não, não estou a falar da candidatura do Trump, e muito menos da cambada de apoiantes que o homem tem. Guardo isso para uma próxima.

O que me leva a escrever hoje são expressões, palavras e outras tantas coisas que alguém criou, e que, por uma ou outra razão, não fazem sentido.

 

Passo a exemplificar:

Se os atilhos se atam, porque é que os atacadores não se atacam? Se fosse para atar, não eram atacadores, mas sim atadores.

Expressões do género "caíste que nem um patinho" também me provocam uma certa confusão. Mas os patos caem com frequência? Se fosse "caíste que nem um ratinho" ainda percebia, agora patos, meus caros? Patos limitam-se a saber bem nadar.

 

Mas onde eu quero chegar é ao Lava Tudo. Que engano! Fosse antes um Lava Quase Tudo, ou melhor: Lava Muita Coisa. Agora tudo? Mas quem é que lava a loiça com Lava Tudo? Ou a Roupa? Em casos extremos pergunto : lavam-se os dentes com Lava Tudo? Não lavam!!

Gente muito esquisita, é o que tenho a dizer.

Agora só resta saber quem ganha as presidenciais...

Amor, sim. Até em dia de feijoada

Pelo título, isto tem tudo para ser o post “má lindo” que alguma vez apareceu por aqui. Aconselho vivamente a quem tem uma mente limitada e é susceptível a temáticas com odores suspeitamente semelhantes aos de uma fossa séptica, a parar por aqui . A sério, depois não digam que não vos avisei.

 

Bem, antes de mais feliz dia de São Valentim, principalmente para as almas solitárias que, por obra do destino ou por opção, passaram este dia a levar com tudo o que é promoções e actividades dedicadas a casais. Somos Sois uma cambada de gente resistente.

 

Vamos então ao que interessa, o amor, o romantismo e tudo isto nos dias de hoje. Ora o amor é muito lindo, o romantismo também, e hoje em dia este último está de tal forma ligada ao materialismo que até dói. Nada contra rosas, chocolates e jantares em restaurantes xpto com 30 estrelas Michelin, ou até mesmo brincos de diamantes. Os chocolates principalmente são bem-vindos. Sou no entanto da opinião que há maiores provas de amor e de que realmente se está com a pessoa certa. Acredito que com a pessoa certa, não só podes estar à vontade mas à vontadinha. Passo a explicar o que quero dizer com um exemplo, e sim é aqui que entra a feijoada:

 

Um par de namorados acaba de ir jantar a casa de amigos/ sei lá, um sitio qualquer com outras pessoas, e comeram uma feijoada. Já em casa têm a seguinte conversa:

 

- Ups, se te vier um cheiro a podre, a culpa é da feijoada.

- Eich! Porra, tens aí um bicho morto ou quê?

- Os teus devem cheirar a rosas, deve ser?

- Daqui a nada já podemos confirmar isso.

- Credo! Ainda te estavas a queixar? Podíamos fazer milhões a vender este cheiro como arma química. Isto atordoa qualquer um.

- Ainda bem que nos viemos embora, ainda intoxicávamos alguém.

- Mesmo. Aqui já sabemos o que a casa gasta.

 

Desatam os dois a rir e a conversa muda para outros parâmetros com bolinha vermelha no canto direito, conversa esta que não menciono para não ferir mais susceptibilidades.

 

Moral da história: só estás verdadeiramente à vontade com alguém, quando te sentes confortável o suficiente para libertares um gás, vulgo peido, e não tens vergonha de admitir que foste tu. A vida é muito curta para passares a vida ao lado de alguém com quem tens de limitar a emissão de gases. Isto aplica-se a tudo. Se há algo natural em ti que não podes partilhar com a outra pessoa, não vejo como é que um restaurante com 30 estrelas Michelin vai ajudar.

 

Para as pessoas que têm pânico de assumir a autoria dos ditos gases a todo o universo, é importante que procurem uma pessoa que pense o mesmo, ou passarão o resto da existência a dizer que o parceiro “é nojento! Mas o jantar no restaurante foi perfeito”.

 

 

Os debates das Presidenciais

Debates políticos, que coisa aborrecida. Eu bem tento, juro que sim, mas o meu cérebro a cada 5 segundos teima em encontrar algo fascinante no comportamento da mosca que está parada na parede há coisa de 2 horas. É vergonhoso, eu sei. Não basta isto, os momentos em que estou com atenção só me vêm à cabeça coisas sarcásticas, como o facto de que o senhor Henrique Neto se deveria chamar Henrique Avô e sempre que ouço Sampaio da Nóvoa, o meu cérebro teima em ouvir Nódoa. Terrível, bem sei. 

 

Mas não é da minha incapacidade de ouvir do principio ao fim os debates que venho falar hoje, e sim, da necessidade que existe em alterar o formato destes. Estava a tentar ouvir a senhora Maria de Belém a enumerar todos os cargos políticos que já desempenhou quando me ocorreu que o que falha nestes debates é precisamente o formato. 

 

Há que cativar o eleitorado, já que pelo conteúdo não conseguem, visto que já sabemos que são todos uns porreirinhos, que querem é melhorar o país porque isto está muito mau, e há uma Constituição para cumprir, e não é preciso complicar, e há que ressuscitar os valores conquistados a 25 de Abril e essas coisas todas muito lindas. Soluções práticas que é bom, não se ouve em lado nenhum, logo parece-me mesmo que o formato mais indicado deveria ser algo mais relacionado com o entretenimento:

 

Pusessem os candidatos todos numa poça de lama rodeada por rede, vestidos com fatinhos de Lycra, e algo me diz que a audiência dispararia...pronto ok, Lycra é melhor não, não queremos causar danos irreversíveis nas audiências mais sensíveis. Podem ir mesmo com o fatinho todo engomado, é capaz de criar mais impacto assim.  

 

Digam lá, se não paravam para ver a Maria de Belém a puxar cabelos à Marisa, que ripostava esfregando uma amálgama de lama na cara da adversária? Ou mesmo Vitorino Silva utilizando técnicas centenárias dos agricultores de Rans contra todos os adversários e arruinando fatiotes de alta costura?

 

Acho que temos aqui uma ideia com mérito. 

 

Saga Natalícia

Capitulo 1- A decoração

 

Tudo começa por aqui, começam a surgir as luzes em tudo o que é superfície, ou até mesmo em suspensão qual trapezista de circo. Depois são os inúmeros pais natal a trepar escadas para chegar a telhados. Escadas? Toda a gente sabe que o trenó fica suspenso no ar perto de chaminé, à semelhança da nuvem mágica do dragon ball… raios do consumismo, estraga isto tudo.

Depois temos a árvore. Há toda uma ciência para a decorar. Primeiro é desembrulhar as luzes que foram decerto alvo dos primos das calorias, aqueles bichinhos que andam no armário a apertar roupa. Ora, estes têm como passatempo fazer ninhos com correntes de luzes, porque nitidamente aquilo não foi arrumado daquela maneira. Segue-se a experimentação, e "tchanam": os bichitos não só treinaram a sua técnica de tricô nas luzes, como também fundiram metade.

 

Capitulo 2 – As prendas

 

Para muitos este é o capítulo 2 horas antes das 00h, mas neste caso vai ser o 2º. Há que comprar prendas para a família, para a troca de prendas do trabalho, e para os amigos. Regra: não conheces bem a pessoa? Olha que linda caixa de chocolates. Esta caixa pode acabar por ficar em casa se o típico “olha outra caixa de chocolates que eu não gosto tanto, mas que serve perfeitamente para oferecer e até é jeitosinha” acontecer.

 

Capitulo 3 – O embrulho

 

Esperar 3 séculos na fila para embrulhar as prendas, ou ir ao self-service e fazer o serviço? Hipótese C claro: levar metade do rolo/ das folhas do self-service para casa, dá para este ano e para o próximo, ainda com sobras se alguma coisa correr mal.

 

Capítulos 4 – A comida

 

Bacalhau ou peru? Os dois, claro. Há sempre pessoal que não gosta da viscosidade da cara do bacalhau, e os outros que não passam sem ela no Natal. Facto é que é bem provável que ambos estejam sentados à mesma mesa, portanto quer-se um peru inteiro e recheado. Conclusão: Há peru para o resto do mês, em diferentes variantes.

 

Capítulo 5 – A espera

 

Ninguém acaba de jantar à meia noite. Nem perto, restam horas longas e desesperantes de espera, em que não há nada para fazer se não encher o bandulho de filhoses e rabanadas, Bolo-Rei e tronco de Natal. Claro está que tirar tudo o que é fruta cristalizada e passas do Bolo-Rei, sempre ocupa um certo tempo, afinal é um trabalho de perícia.

Lá está, se não houver miúdos não se espera até à meia-noite. Cambada de gente impaciente.

 

Capitulo 6 – A entrega das prendas

 

Há sempre aquela pessoa a quem tu entregas a prenda e ela diz para abrires tu. Desconfio sempre que a pessoa não vê patavina ao perto, e não quer fazer figura de urso em busca da margem do papel. Mas adiante, há também aquela pessoa que te diz para não rasgares o papel porque podes usar para o ano e se não o quiseres tu, leva-o ela, acabando assim com o frenesim desejado de rasgar o papel como se não houvesse amanhã.

O próximo passo é sorrir, não interessa se são as meias mais foleiras que alguma vez viste, é má educação mostrar desagrado. No dia a seguir podes guardá-las nos confins das gavetas onde vão ficar esquecidas para a eternidade. Mas guarda-as, assim quando perguntarem “Então e as meias?” podes responder “sim, sim, tenho-as lá guardadas” é sempre bom guardar roupa nova. Sempre.

 

E fico por aqui que isto já está longo e eu estou um bocado cansada de dar ao dedo. Aproveito para dizer: vai comprar as prendas malandro!

E é isto.

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

 

Antes de mais espero que esta febre da OMS considerar tudo "veneno" não tenha afectado as criancinhas que te deixam comida, caso contrário este ano só comes alpista. Para além disto espero que o teu trenó tenha passado na inspecção e que não tenhas aldrabado os resultados de gases emitidos pelas tuas renas. Não te rias, vacas já fizeram explodir edifícios, se tivesse sido contigo, não achavas tanta piada.

 

Soube que houve casamento entre dois duendes, não fiquei surpreendida, ouvi dizer que ser gay está na moda. Acerca deles terem adoptado um piqueno, acho que a pobre criança vai ser muito gozada na escola: chamar-lhe Gervásio foi cruel. Há pais que realmente não pensam no futuro das crianças. Mas pronto, se não for pelo nome há-de ser por outra coisa qualquer. Também ouvi dizer que Deus criou o homem porque a mãe do senhor não sabia fazer pénis, portanto parece-me que o que está na moda é dizer coisas sem grande nexo, para não dizer mesmo estúpidas.

 

Bem, já que te estou a escrever aproveito e faço pedidos:

 

Gostava que desses à minha mãe dinheiro suficiente para eu poder ir para Paris e ela me sustentar lá. E já que estou a pedir, também podes convencer os meus amigos a pagarem-me algumas coisitas. Estou a observar algum favoritismo nestes aspectos para algumas pessoas, Pai Natal. Que é feito da imparcialidade?

 

Ia pedir uns suplementos para a minha avó, mas a avaliar pelas pessoas que fazem a promoção, parece-me que entre o comprimido branco e o vermelho há ali uma substância qualquer que contrai os músculos faciais de forma a que a pessoa fica incapaz de não mostrar as dentuças. E a minha avó não gosta da placa dela… Portanto um par de meias parece-me uma opção bem mais segura.

 

Bem, por este ano fico-me por aqui.

 

Até para o ano e se passares pela China, não te esqueças de levar ar engarrafado.

Novas filosofias

Bons eram os velhos tempos em que “Faz tudo como se alguém te contemplasse” tinha o intuito de levar as pessoas a comportarem-se de forma dita respeitável e própria, sempre, a toda a hora e a todo o momento. Hoje em dia é mais “Faz tudo para que alguém te contemple” nem que isso signifique ir para um supermercado de tanga… ou passar a auto-estrada a correr com a dita.

 

Vá, não sejamos limitados. A frase de Epicuro ainda se mantém. Numa modernização seria mais “Faz tudo como se estivesses a ser filmado e prestes a "ser partilhado" nas redes sociais”. Resumindo, não fosse esta moda de partilhar tudo online, uma pessoa podia cair em paz e sossego e não acabar numa compilação das “10 melhores quedas que não vais querer perder”. Mas muitas delas foram executadas aquando de um momento de exibicionismo, por tanto não se podem queixar muito. Mostraram a peripécia, não foi a que pretendiam mostrar, mas alcançaram os tão desejados 2.3 segundos de fama: nem tudo é mau.

 

É daquelas coisas: “não interessa se falam bem ou mal, o que interessa é que falem”.

Hoje em dia é preferível ser conhecido por ser “palhaço” do que ficar no terrível anonimato.

Que posso eu dizer? As pessoas são estranhas.

Quero a cadeira

Bem sei que a Rádio Comercial se antecipou a mim, e olhem que já tinha começado a escrever antes deles.. mas mesmo assim ainda vou a tempo..

Caros, apresento-vos mais uma musiquinha (ou pelo menos a letra). Desta vez temos como protagonista António Costa.

 

Quero a cadeira

 (instrumental de “Estou na Lua”, dos lunáticos)

 

Andava o Costa atrás do tacho,

Como um bêbado, atrás de um borracho.

Desesperado, foi à esquerda aos vizinhos

Deu-lhes um abraço e dois beijinhos

 

“Mas porque hei de eu perder?

Vou mas é p’rá assembleia

Pôr-me a magicar

Não votaram em mim…Que importa?

Eu vou ganhar!

 

Quero a cadeira!

Não me importa o povo, a votação

O que eu disse antes era só jajão.

Só jajão, só jajão!

 

Lá continuei eu,

Em busca do lugar

Os verditos

Vieram mesmo a calhar

 

Despachei o Coelho e o Portas,

Com a constituição

Nem foram precisas batotas

 

Escrevi propostas promissoras…

Que importa se são ilusórias?

Preparei-me para governar

 

Quero a cadeira!

Não me importa mudar de posição,

O que eu disse antes era só jajão

Só jajão, só jajão!!

 

Almas caridosas parte I – Lenços

Este é para os constipados, para os fanhosos, os riniticos e os ranhosos, para aqueles que estão sempre com um pingo no nariz e uma necessidade constante de recorrer a lenços. Sim, é para nós vocês, que calculam quantos lenços vão gastar num dia e levam 10 a mais, 9 dos quais desaparecem para narizes alheios ou, no caso das moças, possivelmente para outros fins higiénicos – o eterno caso do papel higiénico desaparecido.

 

É para vocês que escrevo, almas generosas que safam outros narizitos necessitados que nunca dispõem de lenços, vocês que têm sempre um lencinho para dar, mesmo estando a desidratar a velocidade alarmante pelo nariz.

 

Vocês, quais dealers do produto que andam com 2 e 3 maços para uso próprio e para distribuir...e de forma gratuita note-se!

 

Que seria do mundo sem esta gente?

 

Em nome dos narizes deste mundo, um muito obrigado.

 

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p.s: lá por se chamar parte I, não quer dizer que exista necessariamente uma parte II e por aí adiante..

Deus está em todo o lado…até no facebook

A avaliar pela quantidade de posts a pedir amén nos comentários, ou likes que abençoam versus maldições para os que ignoram, Deus deve mesmo estar em todo o lado, inclusive nas redes sociais, ou isso ou então anda aí muito boa gente com umas ideias um bocado modernas em relação à religião…

Agora que penso nisto pode ser uma nova religião a emergir, e-comentalikeísta ou algo do género…