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Desabafos De Todos Os Tipos E Feitios

Vão-se encher de moscas…e Boas Festas também para vocês

Passado o tão ansiado dia de Natal, e a propósito, Feliz Natal a quem estiver a ler isto, é chegado o momento de falar de… pessoas. Se podia falar das camisolas lindas que foram utilizadas ontem? Podia, mas não era a mesma coisa.

 

Hoje apetece-me falar das alminhas inconformadas com o mundo, e com todos os habitantes que vivem nele. Sim essas, as que ontem estavam a desejar Feliz Natal e carradas de coisas boas para as pessoas e hoje sentam-se a enxovalhar alguém. Adoro o Espírito Natalício, pena é ser tão efémero e durar coisa de 3 segundos.

 

O curioso neste tipo de pessoas, é que sofrem de um síndrome qualquer que se agrava quando entra em contacto com pessoas que padecem do mesmo mal, e depois quase parece o milagre: multiplica mais que o pão. Uns lançam achas para a fogueira, mas estas têm a capacidade de fazer a madeira, a acendalha e o fósforo. Aliás, nem precisavam de fósforo visto que quase que cospem fogo, ou será mesmo veneno? Se o veneno for combustível, deve ser isso.

 

Ok, fico-me por aqui. Nitidamente este não está a ser um Sábado fácil. Por outro lado o peru estava bom e o tronco de Natal também. Nem tudo é mau.

 

Boas Festas a propósito, principalmente para quem atura almas inconformadas com frequência.

 

Às pessoas *#%*#! deste mundo: vão-se encher de moscas…E Boas Festas também para vocês.

 

P.S: Espero que o Karma exista.

Saga Natalícia

Capitulo 1- A decoração

 

Tudo começa por aqui, começam a surgir as luzes em tudo o que é superfície, ou até mesmo em suspensão qual trapezista de circo. Depois são os inúmeros pais natal a trepar escadas para chegar a telhados. Escadas? Toda a gente sabe que o trenó fica suspenso no ar perto de chaminé, à semelhança da nuvem mágica do dragon ball… raios do consumismo, estraga isto tudo.

Depois temos a árvore. Há toda uma ciência para a decorar. Primeiro é desembrulhar as luzes que foram decerto alvo dos primos das calorias, aqueles bichinhos que andam no armário a apertar roupa. Ora, estes têm como passatempo fazer ninhos com correntes de luzes, porque nitidamente aquilo não foi arrumado daquela maneira. Segue-se a experimentação, e "tchanam": os bichitos não só treinaram a sua técnica de tricô nas luzes, como também fundiram metade.

 

Capitulo 2 – As prendas

 

Para muitos este é o capítulo 2 horas antes das 00h, mas neste caso vai ser o 2º. Há que comprar prendas para a família, para a troca de prendas do trabalho, e para os amigos. Regra: não conheces bem a pessoa? Olha que linda caixa de chocolates. Esta caixa pode acabar por ficar em casa se o típico “olha outra caixa de chocolates que eu não gosto tanto, mas que serve perfeitamente para oferecer e até é jeitosinha” acontecer.

 

Capitulo 3 – O embrulho

 

Esperar 3 séculos na fila para embrulhar as prendas, ou ir ao self-service e fazer o serviço? Hipótese C claro: levar metade do rolo/ das folhas do self-service para casa, dá para este ano e para o próximo, ainda com sobras se alguma coisa correr mal.

 

Capítulos 4 – A comida

 

Bacalhau ou peru? Os dois, claro. Há sempre pessoal que não gosta da viscosidade da cara do bacalhau, e os outros que não passam sem ela no Natal. Facto é que é bem provável que ambos estejam sentados à mesma mesa, portanto quer-se um peru inteiro e recheado. Conclusão: Há peru para o resto do mês, em diferentes variantes.

 

Capítulo 5 – A espera

 

Ninguém acaba de jantar à meia noite. Nem perto, restam horas longas e desesperantes de espera, em que não há nada para fazer se não encher o bandulho de filhoses e rabanadas, Bolo-Rei e tronco de Natal. Claro está que tirar tudo o que é fruta cristalizada e passas do Bolo-Rei, sempre ocupa um certo tempo, afinal é um trabalho de perícia.

Lá está, se não houver miúdos não se espera até à meia-noite. Cambada de gente impaciente.

 

Capitulo 6 – A entrega das prendas

 

Há sempre aquela pessoa a quem tu entregas a prenda e ela diz para abrires tu. Desconfio sempre que a pessoa não vê patavina ao perto, e não quer fazer figura de urso em busca da margem do papel. Mas adiante, há também aquela pessoa que te diz para não rasgares o papel porque podes usar para o ano e se não o quiseres tu, leva-o ela, acabando assim com o frenesim desejado de rasgar o papel como se não houvesse amanhã.

O próximo passo é sorrir, não interessa se são as meias mais foleiras que alguma vez viste, é má educação mostrar desagrado. No dia a seguir podes guardá-las nos confins das gavetas onde vão ficar esquecidas para a eternidade. Mas guarda-as, assim quando perguntarem “Então e as meias?” podes responder “sim, sim, tenho-as lá guardadas” é sempre bom guardar roupa nova. Sempre.

 

E fico por aqui que isto já está longo e eu estou um bocado cansada de dar ao dedo. Aproveito para dizer: vai comprar as prendas malandro!

E é isto.

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal,

 

Antes de mais espero que esta febre da OMS considerar tudo "veneno" não tenha afectado as criancinhas que te deixam comida, caso contrário este ano só comes alpista. Para além disto espero que o teu trenó tenha passado na inspecção e que não tenhas aldrabado os resultados de gases emitidos pelas tuas renas. Não te rias, vacas já fizeram explodir edifícios, se tivesse sido contigo, não achavas tanta piada.

 

Soube que houve casamento entre dois duendes, não fiquei surpreendida, ouvi dizer que ser gay está na moda. Acerca deles terem adoptado um piqueno, acho que a pobre criança vai ser muito gozada na escola: chamar-lhe Gervásio foi cruel. Há pais que realmente não pensam no futuro das crianças. Mas pronto, se não for pelo nome há-de ser por outra coisa qualquer. Também ouvi dizer que Deus criou o homem porque a mãe do senhor não sabia fazer pénis, portanto parece-me que o que está na moda é dizer coisas sem grande nexo, para não dizer mesmo estúpidas.

 

Bem, já que te estou a escrever aproveito e faço pedidos:

 

Gostava que desses à minha mãe dinheiro suficiente para eu poder ir para Paris e ela me sustentar lá. E já que estou a pedir, também podes convencer os meus amigos a pagarem-me algumas coisitas. Estou a observar algum favoritismo nestes aspectos para algumas pessoas, Pai Natal. Que é feito da imparcialidade?

 

Ia pedir uns suplementos para a minha avó, mas a avaliar pelas pessoas que fazem a promoção, parece-me que entre o comprimido branco e o vermelho há ali uma substância qualquer que contrai os músculos faciais de forma a que a pessoa fica incapaz de não mostrar as dentuças. E a minha avó não gosta da placa dela… Portanto um par de meias parece-me uma opção bem mais segura.

 

Bem, por este ano fico-me por aqui.

 

Até para o ano e se passares pela China, não te esqueças de levar ar engarrafado.