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Desabafos De Todos Os Tipos E Feitios

Dúvidas existenciais

Há coisas que me fazem confusão, que me deixam a pensar sobre a humanidade e as ideias peregrinas que ela tem. Não, não estou a falar da candidatura do Trump, e muito menos da cambada de apoiantes que o homem tem. Guardo isso para uma próxima.

O que me leva a escrever hoje são expressões, palavras e outras tantas coisas que alguém criou, e que, por uma ou outra razão, não fazem sentido.

 

Passo a exemplificar:

Se os atilhos se atam, porque é que os atacadores não se atacam? Se fosse para atar, não eram atacadores, mas sim atadores.

Expressões do género "caíste que nem um patinho" também me provocam uma certa confusão. Mas os patos caem com frequência? Se fosse "caíste que nem um ratinho" ainda percebia, agora patos, meus caros? Patos limitam-se a saber bem nadar.

 

Mas onde eu quero chegar é ao Lava Tudo. Que engano! Fosse antes um Lava Quase Tudo, ou melhor: Lava Muita Coisa. Agora tudo? Mas quem é que lava a loiça com Lava Tudo? Ou a Roupa? Em casos extremos pergunto : lavam-se os dentes com Lava Tudo? Não lavam!!

Gente muito esquisita, é o que tenho a dizer.

Agora só resta saber quem ganha as presidenciais...

Os debates das Presidenciais

Debates políticos, que coisa aborrecida. Eu bem tento, juro que sim, mas o meu cérebro a cada 5 segundos teima em encontrar algo fascinante no comportamento da mosca que está parada na parede há coisa de 2 horas. É vergonhoso, eu sei. Não basta isto, os momentos em que estou com atenção só me vêm à cabeça coisas sarcásticas, como o facto de que o senhor Henrique Neto se deveria chamar Henrique Avô e sempre que ouço Sampaio da Nóvoa, o meu cérebro teima em ouvir Nódoa. Terrível, bem sei. 

 

Mas não é da minha incapacidade de ouvir do principio ao fim os debates que venho falar hoje, e sim, da necessidade que existe em alterar o formato destes. Estava a tentar ouvir a senhora Maria de Belém a enumerar todos os cargos políticos que já desempenhou quando me ocorreu que o que falha nestes debates é precisamente o formato. 

 

Há que cativar o eleitorado, já que pelo conteúdo não conseguem, visto que já sabemos que são todos uns porreirinhos, que querem é melhorar o país porque isto está muito mau, e há uma Constituição para cumprir, e não é preciso complicar, e há que ressuscitar os valores conquistados a 25 de Abril e essas coisas todas muito lindas. Soluções práticas que é bom, não se ouve em lado nenhum, logo parece-me mesmo que o formato mais indicado deveria ser algo mais relacionado com o entretenimento:

 

Pusessem os candidatos todos numa poça de lama rodeada por rede, vestidos com fatinhos de Lycra, e algo me diz que a audiência dispararia...pronto ok, Lycra é melhor não, não queremos causar danos irreversíveis nas audiências mais sensíveis. Podem ir mesmo com o fatinho todo engomado, é capaz de criar mais impacto assim.  

 

Digam lá, se não paravam para ver a Maria de Belém a puxar cabelos à Marisa, que ripostava esfregando uma amálgama de lama na cara da adversária? Ou mesmo Vitorino Silva utilizando técnicas centenárias dos agricultores de Rans contra todos os adversários e arruinando fatiotes de alta costura?

 

Acho que temos aqui uma ideia com mérito. 

 

Tino à presidência!

E botem manteiga nisso! Porque pão com manteiga é (tão) bom! Desculpem, foi mais forte que eu.

 

Vitorino Silva, mais conhecido como Tino de Rans, apresentou a sua candidatura a Belém entregando as suas 8.118 assinaturas em sete caixotes e um cesto de vindimas. Gostei da originalidade.

 

Tino de Rans apresentou a sua candidatura para “devolver a alegria ao povo”. Ora aqui está o primeiro candidato com um objetivo que me parece concretizável, ou pelo menos quase. A avaliar pela audiência que programas como Herman José e os Malucos do Riso tiveram e têm, despertar o sentido de humor dos portugueses, não me parece complicado.

 

Confesso, e perdoem-me pelo pensamento, que sempre que imagino este senhor como presidente e em visita presidencial a um país, só o consigo imaginar a cantar o seu sucesso musical do pão com manteiga. O que me deixa triste. Ainda se fosse um pãozinho com uma alheira, ou um chouriçinho, sempre tinha uma componente mais patriótica, agora manteiga? 

 

Mas agora a sério, acho muito bem que se tenha candidatado. Outra das suas razões é dar protagonismo ao povo, que até agora tem sido sempre figurante. A falar em figuras, para os que não sabem ler, o que ao que me parece não são assim tão poucos neste país, aconselha-se que perguntem a ordem pela qual os candidatos são apresentados e decorem a posição, que desta vez não há símbolos para ajudar na escolha, ao que me parece.